Sobre
Trata-se de um pequeno templo quinhentista, bastante modificado por diversas obliterações e restauros, o último dos quais muito recente, apresenta hoje um aspecto exterior modesto e singelo. Uma frontaria de empena curva, com janelão de coro encimando o portal, atesta uma intervenção oitocentista. o saboroso campanário rústico, que coroava o exterior da capela-mor, mudou de lugar. Apenas no flanco direito da igreja, fronteiro ao jardim municipal (antigo “campo da Misericórdia”), se pode ver um portal lavrado de tipo maneirista, ainda talvez dos alvores do século XVII cujo frontão e ornado por jogos de volutas interrompidas de bom recorte e coroado por uma cruz poisada sobre uma concha. No adro do templo assinalam-se numerosas lápides sepulcrais dos séculos XVI e XVII, bastante sumidas e misturadas na pedraria do atual pavimento que conduz ao corpo hospitalar, anexo à igreja. Referem-se, algumas destas lápides, a mareantes de Sesimbra, uma outra a um saboiano Lourenço Gomes, outra ainda a Gomes de Leço e herdeiros (1635) etc.
A igreja é de uma nave coberta por teto de madeira, e decorada lateralmente por um silhar de azulejaria enxaquetada de século XVI tardio (azulejos azuis, verdes e brancos). Da banda do Evangelho, existe a capela de invocação da Nossa senhora do Rosário, Mandada erigir em 1696 pelo armador José de carvalho (que igualmente cedeu uma escultura da padroeira para ornato do altar); deste altar seiscentista, nada resta, pois foi completamente modificado em 1907, a mando de Alfredo José Embaixador, com as economias da Festa da Misericórdia desse ano, sendo desta altura o modesto retábulo de pedraria lavrada com grandes figuras de anjos alados e jogos de volutas, dentro de um gosto revivalista e academizante de mau efeito cenográfico.
(Retirado de Serrão e Serrão, C.M.S. – 1977).
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