UAU 360


Embarcação Mestre Manso ( Ponto de Interesse no Tour Virtual)

O proprietário Fernando Henrique Macedo Teodoro, conhecido como Mestre Manso, com 69 anos, é responsável por uma embarcação com 22,50 metros de comprimento, sendo este o primeiro barco construído com apoio do PRR das pescas.
A embarcação está direcionada para a pesca costeira, com especial incidência em espécies como a sardinha, a cavala e o carapau, características da costa portuguesa. A operação envolve uma equipa significativa: cerca de 16 profissionais trabalham a bordo durante as saídas de pesca, enquanto em terra existem ainda seis colaboradores, distribuídos entre os armazéns de redes e a manutenção da embarcação.
As jornadas de pesca decorrem, habitualmente, durante o período noturno, iniciando-se por volta das 19 horas e prolongam-se até cerca das 10 horas da manhã. Este horário coincide com o intervalo entre o pôr do sol e o nascer do sol, considerado o mais favorável para a atividade piscatória.
Ao longo dos anos, a evolução tecnológica transformou profundamente a forma de trabalhar no mar. Se anteriormente a localização do peixe dependia sobretudo da experiência e da observação visual, hoje são utilizados equipamentos avançados, como o sonar panorâmico, que permite a pesquisa na vertical, e a sonda na horizontal, facilitando de forma significativa a deteção de cardumes. Paralelamente, o recurso ao GPS tornou-se essencial, substituindo as antigas referências em terra e permitindo uma navegação precisa, baseada em coordenadas previamente identificadas.
A segurança a bordo é também fortemente apoiada pela tecnologia, nomeadamente através de sistemas hidráulicos que auxiliam na recolha das redes, tornando o processo mais eficiente e reduzindo o risco para os trabalhadores. Estes avanços permitem ainda um manuseamento mais cuidado do pescado.
No que diz respeito à atividade diária, as principais espécies capturadas continuam a ser a sardinha, a cavala e o carapau, pilares da pesca costeira nacional. Contudo, um dos maiores desafios atuais não reside na captura de peixe, mas sim na gestão de equipas. Trata-se de um trabalho exigente, que envolve grupos numerosos e, frequentemente, multiculturais, exigindo capacidade de coordenação e adaptação por parte da liderança. Atualmente, a equipa integra também elementos de diferentes nacionalidades, refletindo a diversidade crescente no setor

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